sábado, 3 de setembro de 2011

Comentário da Lição - Prof. Sikberto Renaldo Marks - Lição 11 - 3º Trim. 2011


Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Terceiro Trimestre de 2011
Tema geral do trimestre: Adoração
Estudo nº 11 – Em espírito e em verdade
Semana de    3 a 10 de setembro
Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí - RS)
Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original
www.cristovoltara.com.br - marks@unijui.edu.br - Fone/fax: (55) 3332.4868
Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil


Verso para memorizar: “Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores” (João 4:32).

Introdução de sábado à tarde
“Quando Cristo veio à Terra, a humanidade parecia estar rapidamente atingindo seu ponto mais degradante. Os próprios fundamentos da sociedade estavam desarraigados. A vida se tornara falsa e artificial. Os judeus, destituídos do poder da Palavra de Deus, davam ao mundo tradições e especulações que obscureciam a mente e amorteciam a alma. A adoração de Deus, "em espírito e em verdade" (João 4:23), tinha sido suplantada pela glorificação dos homens em uma rotina infindável de cerimônias de criação humana. Pelo mundo todo, os sistemas todos de religião estavam perdendo seu poder sobre a mente e a alma. Desgostosos com as fábulas e falsidades, e procurando abafar o pensamento, os homens volviam à incredulidade e ao materialismo. Deixando de contar com a eternidade, viviam para o presente.
“Como deixassem de admitir as coisas divinas, deixaram de tomar em consideração as humanas. Verdade, honra, integridade, confiança, compaixão, estavam abandonando a Terra. Ganância implacável e ambição absorvente davam origem a uma desconfiança universal. A idéia do dever, da obrigação da força para com a fraqueza, da dignidade e direitos humanos, era posta de lado como um sonho ou uma fábula. O povo comum era considerado como bestas de carga, ou como instrumentos e degraus para que subissem os ambiciosos. Riqueza e poderio, comodidade e condescendência própria, eram procurados como o melhor dos bens. Caracterizavam a época a degenerescência física, o torpor mental e a morte espiritual.
“(...) Propensos à satisfação própria, chegaram os homens a considerar a Deus tal como eles mesmos, a saber, como um Ser cujo objetivo fosse a glorificação própria, cujas ordenanças se acomodassem a Seu prazer; Ser este pelo qual fossem os homens elevados ou rebaixados, conforme favorecessem ou impedissem ao Seu propósito egoísta. As classes inferiores consideravam o Ser supremo mal diferindo de seus opressores, sobrepujando-os apenas no poder. Por tais idéias se modelava toda forma de religião.
(...)
Cristo veio ao mundo com um amor que se fora acrescendo durante a eternidade. Varrendo aquelas cobranças que tinham atravancado a lei de Deus, mostrou Ele que esta é uma lei de amor, uma expressão da bondade divina. Mostrou que na obediência a seus princípios se acha envolvida a felicidade da humanidade, e com ela a estabilidade, o próprio fundamento e arcabouço da sociedade humana” (Educação, 74 a 76, grifos acrescentados).
Esse foi o cenário antes da primeira vinda de CRISTO, e a descrição é perfeita para os nossos dias. Compete-nos, adventistas do sétimo dia, realizar o mesmo trabalho que CRISTO, precedido por João Batista, realizou naquele tempo. Já estamos começando a fazer isso, a oposição também já está se mobilizando, esteja ela dentro ou esteja ela fora da igreja. Resta saber se eu e você estaremos atuando dentro da igreja, para anunciar a verdade, ou para confundir. É uma decisão de cada um.


  1. Primeiro dia: O cântico de louvor e adoração de Maria
Que maravilha de mensagem traz o “cântico de Maria”, chamado de ‘Magnificant’. É um dos trechos mais sublimes da Bíblia, não pode deixar de ler. Ela exaltou o poder de DEUS como Senhor e Salvador. Ela contemplou o Infinito diante da sua humildade. Percebeu que o Poderoso fez grandes coisas por meio dela, por isso, Santo é o seu nome. Maria exaltava somente a DEUS, e quando se feria a si, o fazia como uma humilde serva de DEUS. Ela estava feliz por ser a escolhida em servir de meio para a vinda do Salvador ao mundo. Poderia alguém questionar a sua gravidez, devendo ainda ser virgem. Dá a entender que ela não focava nessa questão, mas que a sua alegria superava todo tipo possível de fofoca. Essa é a relação que todos nós devemos ter para com DEUS: ser humildes, e nunca apelar para o “eu”.
Ela exaltou a DEUS também com alguém capaz de colocar reis no trono e de lá tirá-los. Ao mesmo tempo, esse DEUS exalta os humildes, como ela, para dar ao mundo o Salvador. JESUS não veio ao mundo por meio de uma mulher esposa de algum grande rei, num palácio. Mas veio ao mundo, por meio de uma mulher noiva de um pobre carpinteiro, uma mulher humilde, e que sabia reconhecer essa humildade e a grandiosidade do poder de DEUS.
Maria referiu-se a DEUS como o protetor de Israel, foi misericordioso com seu povo, desde seu servo Abraão. Sempre houve descendente a partir desse homem com sua esposa Sara. E por meio dela, vinha ao mundo, nada menos que o grande Rei do Universo, para ser tão humilde quanto ela, viver como ela vivia e vencer o arrogante inimigo da humanidade.
Enquanto JESUS ensinava que, para alcançarmos o Céu precisamos nos tornar humildes como as criancinhas, poderia se acrescentar também a humildade de Maria como exemplo de vida. Ela foi a mulher mais importante da história, mas ela não se envaideceu por isso. Se por uma mulher iniciou a derrocada da humanidade, por outra, iniciou a sua salvação. DEUS é justo e correto em tudo. Maria nunca imaginou que ela seria mais tarde erroneamente elevada acima da importância de JESUS para a salvação da humanidade. Certamente, quando ela ressuscitar, vai ficar horrorizada com o que líderes religiosos fizeram com seu nome, para adorar justamente aquele que liderou a morte de seu filho JESUS CRISTO.

  1. Segunda: Adoração e serviço
O estudo de hoje pode ser aprofundado pela leitura do livro de EGW, “No deserto da tentação”. Excelente obra sobre aqueles 40 dias em que JESUS ficou à disposição do inimigo. Ali revela que desde o início satanás esteve com JESUS, tentando dissuadi-Lo de não ir em frente. Ele se apresentou como anjo de luz, mensageiro de DEUS, com a suposta orientação de que JESUS não necessitava ir até o final do jejum. Algo assim como Abraão, que não precisou chegar a tirar a vida de seu filho, nem oferecê-lo em holocausto. Só no final desses dias que satanás se apresentou como que de fato era, nas últimas três tentações.
No dia das últimas tentações, isto ocorreu em uma situação em que JESUS estava extremamente debilitado, por certo já não caminhava mais, por isso precisou ser levado para o pináculo do templo, que foi a penúltima tentação, pois a anterior fora feita no próprio local do jejum. Depois, também levado a um alto monte, satanás apelou para o máximo. Vamos tentar imaginar a situação. JESUS durante esses 40 dias não teve a menor notícia da parte de DEUS, ou de um de seus anjos. Suportou tudo só, sem ninguém por perto que lhe desse apoio. Aquele anjo de luz, depois satanás revelou que era ele, se bem que JESUS o soubesse desde o início, estava ali, o tempo todo, tentando dissuadir de ir em frente no jejum. Naquele estado, JESUS precisava de auxílio de alguém, Ele por si só, como ser humano, já não conseguiria mais escape. Portanto, ao final do jejum, ou mantém a fé e espera ainda mais por socorro, mesmo ante a iminente morte, ou faz algo de sua iniciativa, ou aceita o auxílio de alguém não confiável. Havia só essas três opções. Era um dilema, ou cofia que nesse último instante de Sua vida DEUS vai agir, ou, se não agir, ele morre de uma maneira não planejada, e não salva ninguém. E o objetivo de JESUS foi retomar tudo o que agora pertencia a satanás, que lhe fora dado por Adão e Eva, por meio de astúcia. Para isto veio morrer na cruz. Mas devemos sempre estar lembrados de que, na véspera da cruz, o próprio JESUS, em extrema agonia, orou a Seu Pai, sobre a possibilidade de outra via, e assim passar d’Ele esse cálice. Pois essa oportunidade estava sendo oferecida, nessa segunda tentação.
A proposta parecia ser um pedido de paz por parte de satanás, ou até uma capitulação. Só parecia! Ele daria de volta a JESUS tudo o que lhe fora entregue. Dava a entender que satanás não estivesse mais disposto a levar a guerra adiante. E, sendo assim, JESUS evitaria a segunda agonia d’Ele, a da cruz, pior que esses 40 dias em jejum. Satanás sabia que JESUS não veio para brincadeira, e que na cruz seria uma batalha de vida e morte entre os dois. Se pudesse evitar essa batalha, e vencer antes dela por meio da astúcia, sairia lucrando. O sagaz inimigo estava oferecendo algo irrecusável a JESUS, d’Ele conseguir o que veio buscar por meio do confronto, mas, sem confronto.
Era ou não era de aceitar?
O inimigo, satanás, cometeu um erro bobo, bem estúpido, coisa que ele não precisava ter feito. Mas como ele é um enganador, por vezes, assim como acontece com todos os que enganam os outros, ele mesmo se enganou. Ele propôs uma troca, ele daria a JESUS tudo o que possuía, desde que Este prostrado o adorasse.
Tente imaginar a cena: JESUS, de joelhos, diante de satanás, adorando-o!
Consegue imaginar isso?
Pois o erro de satanás foi exigir, pela troca, a adoração. JESUS respondeu enfaticamente que só DEUS pode ser adorado, que era Ele mesmo. Como DEUS se prostraria diante de uma criatura? Seria colocar tudo de pernas para cima, a inversão dos princípios e da lógica natural.
Se JESUS tivesse caído nessa, e se satanás cumprisse o prometido, pois até nisso poderia haver falsidade, ele é mentiroso, que resultado se teria concretizado? JESUS seria então o governador da Terra, e acima dele, estaria, satanás, com poder sobre JESUS! Agora, pode imaginar a situação?
Pois bem, satanás propôs algo demais. Pois, se ele tivesse proposto apenas aceitar de vota o que lhe fora dado, mas sem se prostrar, a tentação teria sido ainda mais sutil, e mais tentadora. Estava fora a ridícula necessidade de prostrar-se diante de satanás. Mas, e veja bem isto, por tal proposta, se evitaria a cruz, pois JESUS teria conquistado os reinos para Si. Em outras palavras, JESUS teria negociado algo de sua missão com o inimigo, e isso lhe tiraria os créditos da reconquista pela cruz. E, mesmo que JESUS depois fosse morto na cruz, sempre ficaria o erro de ter negociado com o inimigo, e a morte na cruz perderia o seu significado, por haver a falha anterior.
Fato é que JESUS venceu. Nesse momento, JESUS já estava, digamos, morrendo. Eram Seus últimos momentos. Ele, tal como depois na cruz, confiou em Seu Pai, até o último suspiro, e quando esse momento final estava chegando, vieram os anjos de DEUS, e O serviram, o fortaleceram, e Ele se saiu vitorioso.

  1. Terça: Adorando o que não se conhece
Hoje estudamos sobre um diálogo entre JESUS e a mulher samaritana, que Ele encontrou junto ao poço de Jacó, próximo a cidade de Samaria. A cidade de Samaria foi construída pelo rei Onri, do Reino do Norte. Ele adquiriu o monte de um homem chamado Semer, e ali construiu uma cidade e lhe deu o nome de Samaria, em homenagem ao nome de quem comprou o monte (1 Reis 16:23-24). A construção continuou no reinado de Acabe. Foi a capital de Israel por 150 anos.
Mais tarde a cidade foi tomada pelo Assírio Salmanaser IV e por Sargão, em 722, após 5 anos de cerco (2 Reis 17:5-6) colocando os cidadãos em situação horrível de penúria, houve muito sofrimento (Oséias 10:5, 8-10). Eles haviam-se tornado adoradores idólatras, ainda não eram samaritanos, mas descendentes de Israel. Sargão deportou aqueles cidadãos para a Assíria, e nunca mais retornaram. Ele os substituiu por outras pessoas da Assíria, de Babilônia, de Cuta, de Ava, de Hamate e de Serfarvain, e os estabeleceu em Samaria, em lugar dos israelitas deportados. Desses povos que surgiram os samaritanos. Formaram um povo mesclado, de origens diferentes, adoradores pagãos, que passaram a temer ao DEUS de Israel, pensando que Este poderia eliminá-los a qualquer momento assim como havia eliminado os habitantes anteriores. Mas não sabiam servir ao DEUS de Israel como devia ser, continuavam também a servir a seus próprios deuses, segundo a sua origem e o costume das nações de onde vieram, e também serviam ao DEUS verdadeiro. Faziam uma espécie de culto misturado, um tanto pagão e um tanto ao DEUS verdadeiro (II Reis 17: 33). Eles não sabiam como adorar ao DEUS verdadeiro, e também nunca chegaram a abandonar os seus deuses de origem. A história toda está relatada em II Reis 17:23 a 34. Hoje ainda existem uns 700 samaritanos que vivem no monte Gerizim e em Holon.
A mulher com que JESUS falou era samaritana. O culto que ela praticava era misto, nem bem a DEUS, nem bem aos ídolos. Foi a esta mulher que Ele disse assim: “vem a hora que nem em Jerusalém e nem neste monte [Gerizim] adorareis ao Pai” (João 4:21). Por que JESUS disse isso? “Respondendo à mulher, Jesus disse: "Crê-Me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos, porque a salvação vem dos judeus." João 4:21 e 22. (...)
“Era Seu desejo erguer os pensamentos de Sua ouvinte acima de questões de formas, cerimônias e controvérsias. "A hora vem", disse, "e agora é em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim O adorem. Deus é Espírito, e importa que os que O adoram em espírito e em verdade." João 4:23 e 24.
“Aí se declara a mesma verdade que Jesus expusera a Nicodemos, quando disse: "Aquele que não nascer de novo [de cima, diz outra versão], não pode ver o reino de Deus." João 3:3. Não por procurar um monte santo ou um templo sagrado, são os homens postos em comunhão com o Céu. Religião não é limitar-se a formas e cerimônias exteriores. A religião que vem de Deus é a única que leva a Ele. Para O servirmos devidamente, é mister nascermos do divino Espírito. Isso purificará o coração e renovará a mente, dando-nos nova capacidade para conhecer e amar a Deus. Comunicar-nos-á voluntária obediência a todos os Seus reclamos. Esse é o verdadeiro culto. É o fruto da operação do Espírito Santo. É pelo Espírito que toda prece sincera é ditada, e tal prece é aceitável a Deus. Onde quer que a alma se dilate em busca de Deus, aí é manifesta a obra do Espírito, e Deus Se revelará a essa alma. A tais adoradores ele busca. Espera recebê-los, e torná-los Seus filhos e filhas” (O Desejado de todas as nações, 188 – 189, grifos acrescentados).
“Templos, rituais, liturgias, formalidades, se em consonância com a Bíblia, são importantes, mas desde que colaborem para o que é vital: um sincero relacionamento com DEUS. Nesse sentido Ellen White alerta contra a construção de templos suntuosos, com exagero de luxo. “Consumir grandes somas de dinheiro em uns poucos lugares é contrário aos princípios cristãos. Cada edifício deve ser levantado tomando-se em consideração a necessidade de construções semelhantes em outros lugares. Deus pede aos homens em posições de confiança em Sua obra que não barrem o caminho do progresso usando de forma egoísta todos os meios que possam ser poupados, em uns poucos lugares privilegiados ou em um ou dois ramos da obra” (Conselhos sobre saúde, 217). Em nossos dias, temos muita forma, e pouca adoração em espírito e verdade. Há muita valorização dos meios, e pouca ênfase nos fins. É urgente que se resolva essa situação, pois ela apela para a vaidade, o orgulho, a demonstração do poder de posse. DEUS está nos dando um tempo para equacionarmos a ambição de uma igreja rica que não sente falta de nada. Mas Ele está prestes a agir em relação a esses devaneios de líderes do ministério e dos leigos, que fazem uma espécie de competição para ver quem constrói o maior templo ou o mais luxuoso. Precisamos adorar a DEUS, a se na mesma cidade há um templo de alto gasto e outro em situação deplorável, algo está errado. DEUS Se manifestará em relação a essa situação. Ele está dando um tempo para as pessoas fazerem as correções. Mas quando Ele se manifestar, em relação a parte de Seu povo, cuidemos, pois há história quanto a essas manifestações: dilúvio; destruição por duas vezes do templo de Jerusalém, destruição do povo de Israel, deportação do povo de Judá, destruição do sanatório de Battle Creek, etc.

  1. Quarta: Os verdadeiros adoradores
O estudo de hoje é uma continuidade do de ontem. Precisamos saber o que quer dizer “adoração em espírito e em verdade”. A lição faz uma pergunta importante: “é a sua adoração mais espírito do que verdade, ou mais verdade do que espírito?” A questão abre a mente sobre a necessidade de adorar por esses dois modos, em equilíbrio, nem só um, nem só outro. Precisamos saber o que é um e o que é outro. Assim saberemos como está a nossa adoração, e se devemos buscar mudanças. Vamos recorrer a uma citação de Ellen G. White, que se agrega às já citadas ontem.
“Em país algum devem as nossas instituições ser aglomeradas em uma só localidade. Jamais foi desígnio de Deus que a luz da verdade seja assim restringida. Durante algum tempo foi exigido que a nação judaica adorasse em Jerusalém. Jesus, porém, disse à mulher samaritana: "Crê-Me que a hora vem em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. A hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim O adorem. Deus é Espírito, e importa que os que O adoram O adorem em espírito e em verdade." João 4:21, 23 e 24. A verdade deve ser estabelecida em cada lugar nos quais porventura possamos ter acesso. Deve ser levada a regiões que se acham desprovidas do conhecimento de Deus. Os homens devem ser abençoados ao receberem Aquele em quem estão centralizadas as suas esperanças de vida eterna. A aceitação da verdade tal como é em Jesus encher-lhes-á o coração de louvores a Deus” (Conselhos sobre saúde, 216 e 217, grifos acrescentados).
Nessa citação fica evidente que a verdade é JESUS, e essa verdade está em Sua palavra, a Bíblia. Pois diz que “a verdade deve ser estabelecida em cada lugar”. Isso tem a ver com a autoridade dos escritos bíblicos. A verdade deve ser aceita para encher o coração. Portanto, para uma adoração verdadeira, é necessário buscar o conhecimento da verdade, e quem tiver esse conhecimento, deve ensinar a quem não tem.
Da citação de ontem, recordemos um trecho: “Para O servirmos devidamente, é mister nascermos do divino Espírito. Isso purificará o coração e renovará a mente, dando-nos nova capacidade para conhecer e amar a Deus. Comunicar-nos-á voluntária obediência a todos os Seus reclamos. Esse é o verdadeiro culto” (O Desejado de todas as nações, 189, grifos acrescentados). Portanto, o que nos ensina aqui é a transformação por meio dos ensinamentos fundamentados na Bíblia, que é a verdade. É a purificação do coração, a renovação da mente, que gera uma nova capacidade de conhecer a DEUS, e d’Ele depender. Por isso, o que DEUS pede é uma adoração sábia, inteligente, racional, baseada no conhecimento de DEUS e sobre DEUS. Assim é a adoração em verdade. Ela é construída no ser por meio do batismo do ESPÍRITO SANTO, que opera em nós as mudanças necessárias. Ele o faz por meio de uma única via: o ensinamento. Cabe buscarmos esse conhecimento, aceitá-lo e colocá-lo em prática. Veja como esse ensinamento está relatado nos escritos: “Os anjos de Deus, serafins e querubins, potestades encarregadas de cooperar com as forças humanas, vêem, com admiração e alegria, que homens decaídos, que eram filhos da ira, estejam por meio do ensino de Cristo formando caráter segundo a semelhança divina, para serem filhos e filhas de Deus, e desempenharem um papel importante nas ocupações e prazeres do Céu” (A Igreja Remanescente, 14, grifos acrescentados).
E o que é adoração em espírito? Tem a ver com a sinceridade, a honestidade e até com emoções envolvidas na adoração. É algo assim: chegar-se próximo de um grande amigo gera alegria, bem estar, satisfação. Então, quanto mais intensas serão as emoções ao nos aproximarmos de nosso DEUS e Salvador!
Portanto, adorar em espírito, isto é, com emoções, mas não em verdade, vai ser um fracasso. E adorar só fundamentado no conhecimento da verdade, mas sem as emoções da presença de DEUS é mero ritual acadêmico, algo burocrático, controlado por rituais, liturgias e formalismos.
Nos tempos antigos, o pessoal do povo de DEUS adorava em verdade, mas não em espírito. Hoje em dia, a maioria das pessoas adora em espírito, mas não em verdade. Inclusive em nossa igreja, e esse é um dos mais urgentes pontos da reforma que precisa ser realizada. O que os cultos gospel hoje procuram são emoções por meio de shows. As pessoas querem sentir alguma coisa, e naquele momento. Esse tipo de desejo é fácil suprir: basta apelar para algum tipo de carismatismo e seus métodos. Estamos em plena reforma e reavivamento em nossa igreja. Isto é profético. O importante é que esse movimento interno está sendo conduzido pelo nosso presidente mundial, o Pr. Ted Wilson, homem do qual se ouve falar muitas coisas excelentes. Há, no entanto o temor de que essa reforma e reavivamento não cheguem em todos os lugares, porque em algumas instâncias da hierarquia há rebeldia, o que não seria novidade entre o povo de DEUS ao longo da história. É tempo de posicionamento solene. Quem é por CRISTO, deve sê-lo em espírito e em verdade, e deve se firmar nessa posição. E quem não é, deveria procurar se tornar humilde, e se posicionar ao lado de CRISTO. Mas quem não o fizer, em breve será sacudido fora. Ainda é tempo de oportunidade dentro da igreja, para cada um se preparar e estar pronto, em pé, e ser útil quando começar o Alto Clamor, que é a última proclamação do evangelho antes das pragas.
Em relação a verdadeira adoração, que estudamos ontem e hoje, nossos líderes já estão se posicionando em definitivo, e este posicionamento é a opção que decidirá quem deles fica e quem deles sai da igreja, e quem dos membros segue os líderes que ficam e os que saem. É esse o efeito da reforma e reavivamento, necessária para a adoração em espírito e em verdade.

  1. Quinta: Adorando aos Seus pés
A Igreja Adventista do Sétimo Dia é dirigida por CRISTO. Nesse sentido, o que até o momento é da responsabilidade de CRISTO, é inquestionável. E o que é da incumbência de seres humanos, isso pode ser falho, e muitas vezes é. Por certo deve-se entender que o conjunto das doutrinas da igreja é uma responsabilidade que CRISTO tem conduzido. Tem que ser assim, pois qualquer igreja com falhas doutrinárias não consegue ter poder do alto, nem poderia ter esse poder, seria uma incoerência por parte de DEUS. Ou seja, como DEUS, perfeito, iria concluir a obra por meio de uma igreja com doutrinas incorretas? Que testemunho seria esse da parte de DEUS perante o Universo? É inadmissível tal situação. Ellen G. White diz que a igreja é frágil, e que precisa ser repreendida. E é isso mesmo, porém, não em relação às crenças fundamentais. Se houvesse nesses dias finais necessidade de alteração, mesmo em apenas uma doutrina, a falha nesse caso não seria de homens, e sim, do Senhor da obra. Se algo assim fosse realidade, o Senhor da igreja, e não a igreja, poderia ser acusado por satanás como incompetente. Por esse motivo, e não é só por esse, jamais questionarei as nossas doutrinas fundamentais. É o mesmo que questionar ao próprio Senhor. E quem questionar as doutrinas da IASD, estará questionando a capacidade de CRISTO em conduzir a igreja rumo ao porto final.
Um dos questionamentos que existem hoje, e que vem desde muito tempo, é sobre a natureza de JESUS. Uns dizem, Ele nasceu em Maria, outros dizem que Ele foi criado pelo DEUS Pai, outros entendem que JESUS veio perfeito, outros que Ele veio pecador. Essas duas últimas são as chamadas abordagens pré-lapsariana e pós-lapsariana, ou seja, de JESUS ter vindo integralmente como Adão foi criado, ou d’Ele ter vindo integralmente como Adão após o pecado.
Ora, o que devemos crer é o que igreja sempre ensinou: Ele veio ao mundo sem pecado (como Adão antes do pecado) mas na condição dos pecadores, ou seja, sujeito a pecar e até a morrer (como Adão após o pecado). Nessa condição de alto risco, Ele, no entanto, nunca pecou. De certa forma, Ele estava em desvantagem em relação a Adão que estava num Jardim onde a possibilidade de pecar era apenas uma, a árvore da qual não deveria comer, e JESUS, tal como nós, estava sujeito a possibilidades infinitas de pecado. Além disso, JESUS veio também na condição do ser humano afetado pelo pecado, ou seja, ele veio mortal como todos nós. Ele venceu nas mesmas condições que nós somos chamados a vencer, sendo que nós podemos contar com o auxílio do poder do ESPÍRITO SANTO. Em resumo, podemos vencer recebendo, de graça, a vitória que Ele conquistou.
JESUS veio ao mundo como um ser humano. Ele, sendo DEUS desde sempre, ao lado do Pai, se fez homem mortal e sujeito a todo tipo de fraqueza e tentação. Andou no limite o tempo todo, durante mais de 3 décadas, com o feroz inimigo ao lado. A diferença é que Ele nunca caiu em sequer uma dessas tentações, ou possibilidades de cometer erro ou ilegalidade. Então, nesse mundo, o único ser humano igual a nós a ser vitorioso foi JESUS. Ele venceu como ser humano, não como DEUS, que Ele certamente também era, pois como DEUS, não poderia deixar de existir por esse templo. E ele foi adorado em diferentes oportunidades, foi aclamado como DEUS, e Ele mesmo nunca repeliu tais atitudes. Portanto, JESUS é DEUS do mesmo modo como o é o Seu Pai.

  1. Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
O que é o verdadeiro culto? É a obediência voluntária. Assim como Davi, ele era o homem segundo o coração de DEUS quando estava em perfeita harmonia com a vontade de DEUS. Isto é, quando ele era obediente.
Prestar culto a DEUS é um modo de vida. Quando se vive segundo um estilo de obediência, se é cristão sempre, seja estando na igreja, seja estando frente a um desafio ético, seja estando ante uma tentação, seja estando diante de uma desfeita por alguma pessoa. O cristão não tem necessidade de se cuidar para não fazer coisas erradas. Ele vive corretamente o tempo todo. Aquele ou aquela que adoram a DEUS em ‘espírito e em verdade’ são sempre as mesmas pessoas, seja nos momentos em que tudo é favorável, seja nos momentos em que ocorrem desafios.
O que muito se vê são cristãos mascarados. Eles usam uma máscara de cristianismo. Quando a situação é normal, eles se parecem cristãos tanto quanto os verdadeiros cristãos. Não se distingue diferença. Mas quando ocorre algum problema qualquer, às vezes bem pequeno, o mau cristão, que a Bíblia classifica como joio, esse perde a máscara e briga, ou fica de mal, ou se enche de ódio, ou não fala mais com aquela pessoa, ou fala mal da pessoa, e assim vai. Mas o cristão que presta culto a DEUS como um estilo de vida, isto é, que obedece sempre, ao se deparar com algum desafio, (e quem não se depara?), permanece o mesmo que é quando tudo está normal e favorável. Ele tem controle, não dele, mas de DEUS, ele pondera, e se a outra parte fica de mal com ele, ele mesmo continua amando essa outra parte. Esse é o seu fruto, e pelos frutos os conhecereis. Pois, revisando, na normalidade todos dão bons frutos, mas em situações de desafio, o joio dá maus frutos e o trigo continua dando bons frutos.
“Um tal amor deviam os crentes sempre acariciar. Deviam proceder em obediência voluntária ao novo mandamento. Tão intimamente deviam estar unidos com Cristo que pudessem estar habilitados a cumprir todos os seus reclamos. Sua vida devia magnificar o poder de um Salvador que poderia justificá-los por Sua justiça.
“Mas gradualmente se operou uma mudança. Os crentes começaram a olhar os defeitos uns dos outros. Demorando-se sobre os erros, dando lugar a inamistoso criticismo, perderam de vista o Salvador e Seu amor. Tornaram-se mais estritos na observância de cerimônias exteriores, mais estritos no tocante à teoria que à prática da fé. Em seu zelo para condenar a outros, passavam por alto seus próprios erros. Perderam o amor fraternal que Cristo lhes ordenara, e, o que é mais triste, não tinham consciência dessa perda. Não reconheceram que a felicidade e a alegria lhes estavam abandonando a vida, e que, havendo excluído o amor de Deus do coração, estariam logo andando em trevas” (Atos dos apóstolos, 547 e 548).
“A pérola não nos é apresentada na parábola como uma dádiva. O negociante adquiriu-a pelo preço de tudo que possuía. Muitos indagam a significação disto, pois Cristo é apresentado nas Escrituras como uma dádiva. É uma dádiva, mas somente para aqueles que se Lhe entregam alma, corpo e espírito sem reservas. Devemos entregar-nos a Cristo, para viver uma vida de obediência voluntária a todos os Seus reclamos. Tudo que somos, todos os talentos e habilidades que possuímos, são do Senhor para serem consagrados a Seu serviço. Quando assim nos rendemos inteiramente a Ele, Cristo Se entrega a nós com todos os tesouros do Céu e  adquirimos a pérola de grande preço.
“A salvação é um dom gratuito e contudo deve ser comprado e vendido. No mercado que está sob a administração do favor divino, a preciosa pérola é representada como sendo comprada sem dinheiro e sem preço. ...
“O evangelho de Cristo é uma bênção que todos podem possuir. Os mais pobres tanto como os mais ricos estão em condições de adquirir a salvação; pois soma alguma de riquezas terrenas pode assegurá-la. É obtida pela obediência voluntária, entregando-nos a Cristo como Sua propriedade adquirida. ...
“Devemos buscar a pérola de grande preço, mas não nos mercados mundanos, ou por meios mundanos. O preço de nós exigido não é ouro nem prata, pois isto pertence a Deus. Abandonai a idéia de que privilégios temporais ou espirituais adquirir-vos-ão a salvação. Deus requer vossa obediência voluntária.
“Todas as [Suas] dádivas são prometidas sob a condição de obediência. Deus tem um Céu cheio de bênçãos para aqueles que com Ele cooperarem” (Parábolas de Jesus, 116, 117 e 145).

escrito entre:  03/06/12 a 09/06/2011
revisado em 10/06/2011



Declaração do professor Sikberto R. Marks
O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

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